segunda-feira, 16 de junho de 2014

Que belíssima tarde de futebol (ler em tom irónico)

Resumo do jogo:

- Enquanto se cantava o hino, uma ténue esperança na vitória ainda deu o ar da sua graça (há sempre aquela esperança, não é?), mas seria uma daquelas vitórias sofridas como só nós sabemos;

- Primeiros minutos decorridos, penálti para a Alemanha. Este foi o momento "Ok, já não vamos ganhar, mas... temos tudo para empatar o jogo";

- Pouco depois, o segundo da Alemanha. Seguiu-se a expulsão de Pepe. "Hum, se calhar não temos outro caminho se não a derrota, mas vá, desde que a coisa se fique pelo 2-1. Tá-se bem;

- Antes do final da primeira parte, o terceiro da Alemanha. "Que acabe o jogo e que a segunda parte não traga outros tantos";

- Missão da segunda parte: "Evitar levar mais golos e marcar um golinho só para manter a derrota no limite do aceitável". Não deu. O árbitro não quis e não querendo nada mais poderíamos (conseguíamos) fazer. E ainda levámos mais um. Cheguei a temer que a conta ultrapassasse os 4 golos. Cheguei, pois.

Mas, calma aí, a nossa vergonha é menos vergonhosa porque, por exemplo, a campeã Espanha também foi goleada e, imagine-se, até levou mais um que nós. Menos mal. No fundo, a culpa é da crise e dos mercados externos, nada tem a ver connosco, nada podemos fazer, a não ser esperar que a "conjuntura" melhore - e vai melhorar de certeza, quando competirmos com equipas mais fracas. Mesmo assim, nunca fiando.
Record. Futebol Park, no Parque Eduardo VII


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